quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Mulher honesta é a que nem pra vadia presta

Olá moçada, texto interessante retirado do blog A vez das mulheres.

A mulher decente, honesta, direita, casta, temente a Deus é melhor que a vadia, vagabunda, piranha? Não é, e eu vou mostrar por quê?

A mulher decente geralmente é velha ou feia, portanto velha ou feia pra ser vadia. Se for jovem e bonita, é uma caipira de cidade pequena. Se for jovem, bonita e de cidade grande, pensa como uma senhora mal comida de cidade pequena.

A mulher honesta tem a sua auto-estima em função de ter um marido ou futuro marido, e quando se casa, tem a vida em função da casa e dos filhos. A piranha pelo menos tem seus próprios projetos e usa algum otário como escada. Mas a mulher honesta geralmente não tem atrativos pra se dar bem na vida abrindo as pernas.

A mulher acredita ou finge que acredita que o máximo de caráter e realização para uma mulher é casar virgem e ter muitos filhos com o único homem que vai encostar nela na vida. É mesmo uma mulherzinha que não tem coragem de ter vida própria, tesão e contato com homem.

A mulher direita tem ética não porque é certo, mas porque tem medo do Inferno. A vadia, mesmo se fazendo de santa, ainda tem alguma coragem de fazer o que quer e ser ela mesma nem que seja na cama de algum cafajeste.

A mulher temente a Deus não tem um assunto que preste pra conversar. Quando não é a vida dos outros ou banalidades, é sobre igreja ou religião.

A mulher virtuosa estuda para ter condições de arranjar um bom marido. Ou não estuda para não parecer uma lésbica feminista e não tirar o brilho do cabeça da mulher, que é o homem.

A mulher decente é trabalhadora porque não conseguiu um marido rico como aquele velho de 60 anos que é amante daquela piranha gostosa de 20. Ou não trabalha, porque o marido ganha o bastante pra sustentar a casa e não quer que a madame saia do lar.

A mulher temente a Deus não faz sexo fora do casamento porque acha que o bondoso Todo-Poderoso vai lhe dar uma doença ou uma gravidez se ela fizer. Se ela é feia e não tem condições de ser galinha, é mais confortável acreditar nisso mesmo que se olhar no espelho.

A mulher casta é sexualmente frustrada e prega a frigidez. A vagabunda pelo menos tem tesão por cafajestes.

A mulher casta fala mal da mulher que não é como ela porque tem inveja, porque até transar fora do casamento uma vez na vida exige mais coragem do que ela tem.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

"Enquanto houver domingos de sol"

Enquanto houver domingos de sol
Haverá a alegria de poder desfrutar
O campo e suas delícias
O cheiro do mato, o fruto de um pomar
Um riacho de água doce pra se banhar
Um por do sol escandaloso pra tarde findar
Um amor pra se entregar
Debaixo de uma árvore...
E amar!


E quando a noite cai
Junto com as estrelas que mais brilham
Vem a tristeza da partida
Mas com a certeza de que ela voltará

E quando o sol não quiser brilhar
E a solidão do inverno ocupar o seu lugar
A lareira a aquecer...
Nos braços dela ele vai encontrar
O calor que precisam
Pra dessa forma, juntos
Aprenderem realmente o que é amar.

Sabrina Acquaviva

Esta é uma colaboração da nossa amiga, poeta, parlapata!
Porque quem tem algo á dizer, que o diga!

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Todo religioso, quando morresse, deveria ser levado ao além de outra religião. E nós, os sem religião, não deveríamos morrer nunca. É chato não conseguir acreditar em nada, e ter que sofrer com a verdade da vida. E da morte.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Estou num hiato de criação, mal tenho idéias, e quando as tenho não consigo passar no papel.Felizmente existe milhares de blogs, com milhares de pessoas inspiradas escrevendo coisas bacana.Acabei de ler esse texto, espero que gostem tanto quanto eu gostei.

Me arrasa essa sensação insistente de que escolher não me machucar implica em escolher não amar – logo agora que o amor, vez ou outra, quase sem querer, me acena como uma real possibilidade.

Ainda me lembro bem de quando eu fantasiava tudo. Fechava os olhos, projetava e meu coracão acelerava numa festa sem hora para terminar. Hoje, eu analiso tudo e me privo da delicadeza de momentos pelos quais esperei por tanto tempo. Sinto-me como a perfeita anfitriã que organiza tudo impecavelmente mas não consegue aproveitar a própria festa.

Não sei se é possível perceber o que se passa comigo: pela primeira vez nos meus 32 anos, amar não me enche de energia. O amor não irrompe em gestos tresloucados de paixão. Questiono-me se posso ainda chamar o que sinto, amor. Ou se por anos batizei meu sentimento com um nome errado. (Terei eu exaurido irremediavelmente meu repertório de quimeras?)

Eu mudei e não sei dizer se isso é bom ou ruim.

Não me reconheço em mim; nessa visão cartesiana de tudo, nessa guarda levantada, no meu pé de apoio fincado no chão. Em que momento amar se tornou essa preparação pra batalha? Quando, eu que sempre fui muralha, comecei a me defender de tudo, assim, tão assutada?

E onde estão todas as mãos que já segurei na escuridão, nessas horas insones em que desabo em lágrimas, completamente cegada pelo medo?

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Alegria



E de repente o rádio toca uma música....me vi no circo...e riso e risada do meu amor....

Eu vou te dar alegria
Eu vou parar de chorar
Eu vou raiar o novo dia
Eu vou sair do fundo do mar
Eu vou sair da beira do abismo
E dançar e dançar e dançar
A tristeza é uma forma de egoísmo
Eu vou te dar eu vou te dar eu vou

Hoje tem goiabada
Hoje tem marmelada
Hoje tem palhaçada
O circo chegou

Hoje tem batucada
Hoje tem gargalhada
Riso e risada
Do meu amor

Arnaldo Antunes - Alegria


Parlapatéiiiiiiiiiiiiiiaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

DEVANEIOS EM UMA TARDE DE SOL

E quando a alma gela? De onde vem este frio?
E quando o sorriso brota do rosto? De onde vem a alegria?
E quando a vida se faz urgente? De onde vem a pressa?
E quando o calor incendeia o peito e é noite fria? De onde o Sol vem aquecer?
E quando as horas param, só pra você passar? Quem desligou os relógios?
E assim segue a vida, sentimentos explodem, desmontam e remontam no encaixe do mosaico alado.
Tudo acontece sem explicação, na fresta do tempo e do espaço a vida se faz.
E continuamos em órbita num "lego" gigante na procura de uma peça que se encaixe perfeitamente, ou em caso de desencaixe,alguem que lixe e retire as arestas que nos separam de nós mesmos.

Parlapatéia

sábado, 2 de janeiro de 2010

2010


Pois é, mais um ano que se começa, e fico imaginando como será.
Eu sei que será um ano de recomeço, começar do 0, e o engraçado é que o 0 é exatamente o ponto em que estou, pois sinto que completei um ciclo, sem mais retrocessos nem remorsos.
Gela-me a espinha, pensar, querer e principalmente saber que coisas inesperadas estão prestes a acontecer. Não sei se por destino, sorte ou maldição o recomeço é agora, aos 30 anos, idade que simboliza coisas diferentes para cada pessoa.
Na verdade apenas sinto a iminência de algo e me concentro pra que seja bom e mais, controlo a expectativa para assim não estragar a surpresa do recomeço.